O que o vento leva, a brisa traz de volta!
Coloquei esta frase no meu MSN… e logo recebi alguns chamados comentando a mensagem. Uma delas virou uma boa conversa. Foi com a minha amiga Sylvia Escada. A Sylvia é dessas pessoas de boa conversa, formada em biomedicina e letras, sempre atenta às coisas da vida e a uma boa reflexão sobre a concretude do mundo.
E foi a Sylvia que me disse assim: “muitas das coisas que o vento leva, se perdem no tempo, viram pó”. E eu, como de costume, retruquei: “que nada, o vento leva e a brisa traz de volta… se vira pó é porque não havia interesse algum naquilo”. E ela, com seu ar inspirador retornou: “ahhh… mas normalmente quando o vento leva é porque não tem mais interesse naquilo”. Eu continuei: “às veze o vento leva sem a nossa permissão”. E a conversa foi tentando ir para um caminho de confluência.
A Sylvia achou que a minha visão é romântica, mas não acredito que seja. Apenas gosto de olhar o lado positivo de todas as coisas. Ou seja, se alguma coisa se afastou de você é porque aquilo era necessário… ou porque não havia mais interesse naquio. Algo assim. Nesse ponto, gosto de parar um pouco com as filosofias e olhar de frente para a vida, insistindo que é preciso se buscar sempre o lado positivo, mas com aquele toque de realidade.
Visão de mundo é assim. Definimos umas coisas para pensar e fazer, mas devemos sempre estar atentos às mudanças internas e externas, já que a vida e o mundo são essencialmente dinâmicos. Penso hoje, mas posso não pensar o mesmo amanhã. Faço algo hoje, porém, posso desfazer tudo… e faer tudo ao contrário amanhã. Isto se chama dinamicidade.
Percebendo toda esta conversa… e pensando que a Sylvia é dessas pessoas que busca conhecer o mundo sem choramingos, atinei para uma coisa: queremos sempre vento, vendaval e brisas em nossas vidas. Alguns tem medo disso tudo… mas a existência é assim… cada hora de um jeito. Nada é estável… a vida é a própria instabilidade.
Talvez seja por isso que eu gosto tanto de viajar, trabalhar cada dia em algum lugar, não ter um emprego fixo, concursado e com registro para o resto da vida e essas coisas que todo funcionário público adora! Quero a instabilidade da vida aproveitada a cada segundo, mas… amando profundamente tudo o que faço e todas as pessoas que aparecem no meu caminho. Chamo isso de humanização… e é exatamente por isso que trabalho com Humanização na saúde. E por hoje é só!
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É, a vida é a própria instabilidade. Viver é arriscar-se numa constante metamorfose. Acho que esta foi uma ótima definição sobre a vida. Vento, brisa e vendaval, são todas situações naturais da vida e que tornam a vida mais bonita sim. Sinceramente, adorei essa definição e sua explicação.
Gostei da frase. O princípio da incerteza. Aliás tudo é incerto, renovador, cíclico, é um devir constante…