Em 1907, quando meus avós desembarcaram no Porto de Santos, vindos do norte da Itália, que estava sob domínio do Império Austro-Húngaro, nem imaginavam (e isso é lógico) tudo o que aconteceria após a chegada de todas aquelas famílias (Tech, Gabas, Tentor, Crês e outras) no Brasil. Passaram-se mais de 100 anos… e estamos aqui, ampliando ainda mais a nossa família. E isso acontece com todas as famílias, descendentes da Europa, da Ásia ou da África.
Mas o que me intriga nesse crescimento todo é ver que a nossa árvore genealógica é enorme… e eu já estou fazendo esta árvore, porém, estou bem no comecinho. O amigo Paulo Milreu me passou um site que faz esse trabalho e estou construindo a árvore genealógica da Família Tech.
Quando se faz algo assim, as surpresas vão aparecendo. Descobri dois homônimos… e olha que meu nome não é tão comum, quando junta-se nome e sobrenome: Reginaldo Tech. Acabei encontrando Reginaldo Roma Tech (de Goiânia) e Reginaldo Tech Eugênio (de São Paulo). O meu é mais simples e não tem o sobrenome da minha mãe. Assim, não sou sozinho neste mundo… nem mesmo em matéria do meu nome.
E o internauta deve estar se perguntando: o que tem isso a ver com palestras vivenciais, humanização na saúde e qualidade de vida? Quase tudo! Ou seja, o eixo de algumas discussões que fazemos em nossos cursos é exatamente o EU e o EGO. Explicando: precisamos entender o que somos, onde estamos e aonde queremos chegar.
Quer saber mais? E-mail: escrevapara@reginaldotech.com.br; telefone: 14-8153-1885. Acesse o blog da Humaniza Brasil.

Ferradura Mirim é o nome de um bairro pobre de Bauru/SP. Ali, tudo começou quando, há uns 15 anos, o governo municipal resolveu fazer um projeto de desfavelamento. Mas o projeto acabou criando uma nova favela. Um lugar ainda distante dos projetos do poder público, mas muito próximo de projetos de entidades sociais, normalmente ligadas a igrejas, fundações e outros tipos de associações.
Percebi que nos últimos anos tenho me tornado um cuidador da saúde. Este é o termo usado para nomear pessoas que não são profissionais da saúde, mas que atuam, de alguma forma como voluntários do setor. Seja voluntário social ou familiar, este tipo de trabalho é muito bem vindo dentro das práticas de saúde, principalmente na saúde preventiva.
Sou cuidador também quando permaneço com pessoas em algum momento de desconforto de suas saúdes. Cuidei de uma amiga que esteve com crise do sistema sanguíneo; do meu pai, com seus problemas de pessoas nervosa e cheia de doenças de fundo emocional; do meu filho, que quebrou o pé numa brincadeira com bola entre os amigos; de um desconhecido, acometido de um mal subido em uma rua de trânsito intenso. Percebi que cuidar é ser e não apenas estar. Ser presente… e não apenas estar ali.
Uma sábia mensagem diz assim: não existem doenças, mas doentes. É preciso que se entenda esta mensagem de forma cristalina: as pessoas não se cuidam e viram doentes, as pessoas se vitimizam e viram dependentes, as pessoas se subjugam ao marasmo e repetem erros que não precisavam ser repetidos. Eu, mesmo sendo um treinador e um cuidador de pessoas, também estou afeto a situações com esta.
Muito tem se falado em humanização na saúde e, de forma simplista, alguns gestores e profissionais da saúde, além de usuários, entendem humanização como “atendimento com sorrisos e conversa mais próxima com o usuário”. Nada disso! O caminho não é exatamente este. Claro que o acolhimento é assim mesmo: proximidade, respeito, adequação de atitudes e um jeito mais familiar de tratar as pessoas. Porém, falamos aqui de humanização e acolhimento, que também envolve gestão, organização, métodos, reestruturação e uma boa dose de motivação pessoal e profissional.

