Muito tem se falado em humanização na saúde e, de forma simplista, alguns gestores e profissionais da saúde, além de usuários, entendem humanização como “atendimento com sorrisos e conversa mais próxima com o usuário”. Nada disso! O caminho não é exatamente este. Claro que o acolhimento é assim mesmo: proximidade, respeito, adequação de atitudes e um jeito mais familiar de tratar as pessoas. Porém, falamos aqui de humanização e acolhimento, que também envolve gestão, organização, métodos, reestruturação e uma boa dose de motivação pessoal e profissional.
O ponto de partida pode ser o desenvolvimento pessoal, que delibera para o indivíduo uma série de atitudes e possibilidades de mudanças, principalmente de paradigmas, já que o condicionamento é um dos principais males que tiram a criatividade e a proatividade das pessoas. De início, então, precisamos mexer no sujeito e na sua atuação individual dentro da sociedade. Se o indivíduo não quer mudanças, não conseguirá atuar em equipe.
Essa mexida deve ser feita de maneira vivencial, caso contrário não afetará as decisões e os conceitos pré estabelecidos pelos cidadãos. O jeito vivencial, menos teórico, é pontual e pode reorganizar as estruturas internas das pessoas num tempo mais curto. Os trabalhos teóricos requerem um tempo bem maior e, nem sempre, com resultados positivos.
Após essa primeira etapa, a zona de conforto pode deixar de existir, já que todos, sem exceção, começam a perceber a estrutura como um todo, coisa que o cotidiano tira dos seres humanos. É exatamente por isso que se cunhou o termo humanização e acolhimento. Pode parecer contraditório, mas é algo assim… pleonástico: humanizar os humanos! Construir acolhimento em quem tem sentimentos bons!
Quando mexemos na zona de conforto, é chegada a hora de criar equipes de trabalho para disseminar a maneira proativa de trabalho e as oportunidades de práticas de mudanças o cotidiano do conjunto de trabalhadores. Reorganizar organograma, olhando para a realidade e não só para o ideal; construir um guia do usuário simples e ajustado à realidade local; e continuar o trabalho de humanização, agora de forma sistemática, são pontos fundamentais nessa hora.
Mas… como fazer isso tudo e ainda continuar o trabalho exaustivo dentro das unidades e postos de saúde? A resposta é simples, mas não simplista: é preciso que esse trabalho de humanização e acolhimento faça parte do dia a dia… e não seja algo sobressalente, um acessório que pode ser descartado. Perceba isso! Voltaremos ao assunto.
Quer saber mais sobre os meus trabalhos em humanização na saúde? Ligue para a Humaniza Brasil:14-81531885. Você também pode mandar e-mail: escrevapara@reginaldotech.com.br. Acesse os links: meadiciona.com/reginaldotech, humanizabrasil.org.br, twitter.com/reginaldotech e twitter.com/humanizabrasil, sempre usando www. antes dos mesmos.



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