Hoje, a 3 dias do final de 2009, acordei com essa frase na cabeça. É que ontem estava lendo umas coisas sobre o Dr. David Capistrano da Costa Filho, o guerreiro da humanização, e lembrei-me do trabalho político dele, inclusive quando da campanha pela anistia dos exilados políticos, quando a frase de impacto foi “Anistia ampla, geral e irrestrita”. Peguei a frase e transformei em “Humanização na saúde: ampla, geral e irrestrita”.
Com isso, quero dizer que humanização não tem dono, não tem credo, não tem autor… por que se transformou em um bem público. Essa ideia de humanizar e acolher é, mais do que uma premissa, um dever e um direito, chegando a ser uma necessidade. E nada melhor do que experienciar, fazer acontecer, praticar, vivenciar e exercitar a cidadania.
Estou seguindo para 2010 e já estamos praticando uma porção de coisas interessantes. Mudamos o blog da Humaniza Brasil, que agora está ainda mais colaborativo, cheio de opiniões e informações; criamos o Grupo de Estudos sobre Humanização na Saúde “David Capistrano” e, logo no início de 2010, começamos a fazer os cafés de conversa sobre humanização na saúde, acolhimento na educação e qualidade de vida.
Humanizar é preciso… e não dá para limitar essa humanização. Humanização ampla… porque todos os colaboradores, gestores e usuários precisam entrar neste movimento. Humanização geral… porque gestão precisa ser humanizada, assim como o atendimento. Humanização irrestrita porque é preciso se criar um grande movimento, envolvendo toda a sociedade e não apenas aqueles que trabalham na saúde ou detém cargos.
Assim vamos procurando levar as ideias de humanização e acolhimento… porque todos fazem parte dessa roda… desse espaço de construção de uma sociedade mais justa e humanizada. Mesmo que isso soe contraditório!




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