Daqui a alguns dias começa mais uma campanha eleitoral. Os votos este ano serão para presidente, governador, senador e deputados estadual e federal. Quero começar essa conversa sobre eleições falando a respeito de um tema interessante, que toda cidade do interior debate: o eleitor deve votar em candidatos da cidade ou escolher livremente seus candidatos?
Os mais bairristas cidadãos de uma cidade preferem sempre o candidato local, porém, a naturalidade do candidato não o credencia como um bom candidato. Para ser bom candidato, principalmente enquanto deputado estadual e federal, é preciso mais que isso. Na verdade, muito mais que isso.
Acho furada essa conversa de o eleitor “ter de votar em candidato da cidade”, pois em algumas vezes, acaba-se elegendo o sujeito da cidade que, depois, faz menos ainda que um canditato que não seja da cidade. O bom mesmo é verificar o serviço prestado pelo candidato e também suas posições programáticas.
Este caminho começa a criar um aspecto mais qualitativo das futuras composições da Assembleia Legislativa e da Câmara Federal, já que apenas votar em algum candidato porque ele é da cidade acaba motivando a política do clientelismo, prática que desqualifica a política.
Assim, caro leitor, deixe pra lá essa história de que você deve votar em algum candidato porque ele é da sua cidade. O candidato deve ser bom, muito bom, seja ele de onde for. E se for da sua cidade, melhor ainda. Mas se não for, também é bom.
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