Historicamente, muitos brasileiros ergueram a Política Nacional de Humanização. Desde David Capistrano da Costa Filho, médico sanitarista, secretário de saúde de Bauru e de Santos e prefeito de Santos, um dos ícones da implantação do SUS… passando pela Dra. Eliana Ribas, que foi coordenadora do Programa Nacional de Humanização Hospitalar, no Ministério da Saúde, entre 2000 e 2002… por Gastão Wagner de Souza Campos, ex-secretário executivo do Ministério da Saúde, tido como responsável e mentor da implantação da política nacional de humanização… até os atuais trabalhadores, profissionais e militantes do Sistema Único de Saúde, que são responsáveis pela execução (ou não) das práticas de humanização e acolhimento.
No fundo, a política nacional de humanização tornou-se um bem público, já que o trabalho de tantos agentes da sáude tem feito da PNH algo concreto, dentro das ideias e das práticas dos gestores e trabalhadores da saúde. O coordenador da PNH, Dário Pasche, em entrevista ao blog da Humaniza Brasil afirmou: “a PNH é um modo de fazer. É uma certa forma de introduzir mudanças nos modos de gerir e nos modos de cuidar em saúde. Este modo é chamado de método da inclusão: para mudar as práticas de saúde e de gestão é necessário que incluamos todas as pessoas, redes e movimentos sociais, transformando estas mudanças em resultados de processo de negociação e pactuação entre sujeitos.”
Quando se olha o trabalho na ponta, ou seja, nas unidades de saúde, percebe-se que dois caminhos se estabelecem: quando as práticas é dirigida pelas ideias de humanização e acolhimento, estabelecidas dentro da PNH; e quando as práticas se distanciam da PNH. Num exercício metafórico, poderíamos dizer que sem a PNH, a saúde é algo como um jogo de boliche, onde você joga a bola e fica esperando para ver quantos pinos vão cair. O contrario, a saúde movida pela política nacional de humanização é como um jogo de pinball, onde é preciso estar sempre atento, movimentando-se e militando para que usuários e trabalhadores tenham verdadeira qualidade.
E falando em militância, não podemos esquecer do enorme quadro de pessoas que milita, na essência da palavra, em defesa do SUS e da política nacional de humanização. E estas pessoas estão espalhadas pelo Brasil, nas unidades de saúde, postos, centros… e todos os lugares onde se realiza o atendimento à população. Estas pessoas estão também na internet, como por exemplo na Rede HumanizaSUS, uma rede social colaborativa, que se constroi como uma grande mesa de debates sobre a PNH. Não dá para se falar em humanização na saúde sem dialogar na mesa da Rede HumanizaSUS.
Mas as redes não param por aí. O Orkut tem muitas comunidades que abarcam pessoas (militantes ou não) da humanização na saúde. Só nesta comunidade do Orkut (que tem várias outras) são mais de 83 mil pessoas inseridas de alguma forma em humanização na saúde. O Via6 também tem… e o Banco de Saúde é outra rede social com comunidade de humanização na saúde. Percebe-sem, entao, que a política nacional de humanização realmente deu certo, já que ultrapassou os limites dos mapas, com tantos consultores do HumanizaSUS trabalhando pelo Brasil, tantas pessoas pensando e falando sobre humanização, tantos corações pulsando a mesma energia: humanização e acolhimento na saúde do brasileiro!
Nós da Humaniza Brasil, há quase dois anos, estamos participando desse movimento, colocando nossas profissões para a disseminação da missão que é a “humanização na saúde”. Defendemos, por onde passamos, o Sistema Único de Saúde e a Política Nacional de Humanização, apesar de não termos qualquer ligação com o Ministério da Saúde. O nosso trabalho já tem o respeito de muitas instituições que trabalhamos. Esta é também a nossa missão, pois o SUS e a PNH, na verdade, somos todos nós. A força aglutina energia… e a vida se faz de forma concreta.
Se você quer saber mais sobre a política nacional de humanização, entre no site do Ministério da Saúde, clicando aqui. Se quer ler o texto da política nacional de humanização, clique aqui. Participe da Rede HumanizaSUS, clicando aqui. E se quer saber mais sobre a Humaniza Brasil, ligue para: 14-8153-1885 ou 61-8136-2384. E-mail: contato@humanizabrasil.org.br.