No Brasil existe um paradoxo. Pronto! A frase está errada… porque no Brasil existem muitos paradoxos. Mas um deles é vital: o atendimento na saúde, seja público ou privado. Tenho trabalhado com gestão estratégica e humanizada na saúde em unidades de saúde da rede pública e em hospitais ou empresas ligadas a área… e quero falar um pouco sobre isso. Já começo por um diagnóstico realizado: o ponto fundamental desse trabalho é a necessidade de uma gestão estratégica e resolutiva.
Digo isso porque percebo que este é o processo mais proveitoso para realizar mudanças para um bom atendimento e a consequente melhoria das relações de trabalho e de qualidade de vida para os trabalhadores da saúde. Porém, a situação pode não ser tão simples, já que existe uma dificuldade de mudanças, tanto na maneira que os trabalhadores atendem, quanto na visão dos gestores públicos e privados.
Nos trabalhos da Humaniza Brasil e junto com vários outros profissionais de saúde, gestão de atendimento e gestão de pessoas, tenho implantado dispositivos de gestão estratégica e humanização em alguns lugares e, proximamente, teremos resultados sobre isso para publicar.
Para ampliar a reflexão sobre o tema, quero queo leitor perceba uma situação: na maioria das unidades de saúde e hospitais que realizei algum trabalho, percebi que o modo de atendimento e o fluxo de passagem do usuário pelo lugar são antiquados e tradicionais, sem um mínimo de modernidade, mesmo que na visão do atendimento. isso não se deve ao fato à falta de dispositivos ou políticas públicas, mas exatamente à falta de concretização real de mudanças.
Claro que uma roda de conversas é importante, mas ela deve ser resolutiva. Não dá mais para ficarmos em extensas reuniões que não chegam a lugar nenhum. Nem mesmo os treinamentos teóricos dão conta de solucionar tantos problemas. O segredo está na implantação de soluções resolutivas e realistas.
Mas… como se realizar isto? Definitivamente, percebo que o caminho é o treinamento vivencial, com rodas de conversa que façam diagnósticos e realizem mudanças, prática de gestão estratégica e implantação de comunicação integrada, acolhimento e humanização.
Tudo isso não é simples conversa, mas um caminho que tenho percorrido com muita vontade de ver as coisas funcionando. Tenho recebido apoio de secretários de saúde, prefeitos, trabalhadores e gestores da saúde, já que pratico o modo vivencial, abrindo espaço para a participação e a discussão sobre os problemas reais do cotidiano.
Penso e faço assim. Se quiser conversar sobre o tema, pode me chamar no MSN . Meu e-mail é escrevapara@reginaldotech.com.br e o fone: 14-8153-1885.
Estamos fechando mais um ano de trabalho na saúde, com treinamentos, palestras e consultorias realizadas em várias cidades, incluindo-se os estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e o Distrito Federal, pela 
Minha vida sempre foi marcada por andanças e mudanças. Sempre viajando… por trabalho ou lazer… sempre mexendo na vida… e nas coisas da vida. Às vezes alguém me liga e pergunta: “onde você está hoje”? E assim vou, desde os tempos de aulas de literatura nos cursinhos pré-vetibular. Depois que entrei na Universidade Pública achei que ia parar um pouco, mas minha pós-graduação (mestrado e doutorado, que ainda não consluí) foi feita em Araraquara… e todos os meus projetos na Universidade sempre foram longe: São Paulo, quando trabalhei na Reitoria, e Itanhaém, quando participei do Projeto Pedagogia Cidadã, orientando turma de alunos de pedagogia.
Há muito tempo eu viajo. Parece estranho dizer isto, mas é assim mesmo. Desde quando comecei a dar aulas, ainda no segundo ano da graduação em letras, comecei a viajar… pra todo canto. Marília, Presidente Prudente, Assis, Lins, Penápolis… foram algumas das primeiras cidades.
Cheguei do II Seminário de Humanização que ocorreu em Brasília ontem à noite. Na viagem, vim pensando em algumas coisas que vi, vivi, percebi e senti durante meus dias na Capital Federal. Conheci o coordenador da política nacional de humanização, Dário Frederico Pasche, e muitas pessoas de quase todo o Brasil que trabalham com humanização na saúde. Só por isso, valeu a participação no Seminário. Mas uma pergunta feita a mim minutos antes da minha saída do local do evento ficou na minha cabeça, pois não deu tempo de responder como eu gostaria. A pergunta foi: qual é a sua? E eu me pergunto agora: qual é a minha?

