Esta vida é mesmo de aprendizagem, sob todos os aspectos. Não estou falando de aprendizagem acadêmica, pois essa realmente é necessária, mas de aprendizagem de vida, algo constante e virtuoso, que pode nos fazer crescer. Nessa minha boa jornada tive muitas aprendizagens de vida… e posso dizer que a experiência me mostra que os caminhos traçados deveriam mesmo ser traçados exatamente do jeito que foram. Explico: eu devia mesmo ter vivido tudo o que eu vivi. Aprendi sempre na prática, pois a teoria guarda uma boa distância da realidade.
Em todos esses momentos, consegui aprender coisas que me tornaram melhor. Não no sentido egoista, mas melhor no sentido de saber viver outras situações. Já tive experiências muito boas, outras excelentes, algumas tristes e, ainda outras, bem ruins. De todas elas, retirei algo. Sempre! O que podemos chamar de “fazer do limão uma limonada”, como o teatrólogo Mauro Rasi jogava para a plateia.
Agora mesmo, nesses dias, passo por uma situação em que mais ganho do que perco, já que é uma experiência inusitada e que vou aprendendo a lidar. Esse tipo de experiência não acontece da noite para o dia… pois é algo dentro de um processo, que dura um bom tempo. Falo do relacionamento humano, onde existem compatibilidades e incompatibilidades. Nesse caso, existe um provérbio bem legal que diz: “não te amo apenas por suas qualidades, mas apesar dos seus defeitos”.
Acontece que, neste caso, mirei nos meus defeitos… para não ficar olhando as qualidades/defeitos da outra pessoa, pois dos meus problemas cuido eu… e dos problemas dela, cuida ela! No melhor ritmo “cada um no seu quadrado”. Então, olhei para mim e falei: “mexe na tua vida”. E realmente mexi. Parece toque de mágica, mas não é. Isso acontece quando percebemos a imensidão da vida e o destino que nos reserva sempre algo muito interessante e importante. A vida em si é assim, cheia de desafios… e eu estou diante de mais um deles.
Assim, olho para as qualidades da pessoa e para os meus defeitos, retirando daí um caminho para melhorar o relacionamento e fazer da felicidade e da paz os focos principais. Depois disso é hora de aprofundar no amor… percebido agora não como um sentimento, mas como uma arte. Aprofundando-se no amor, chega a hora da decisão e da concretização de coisas boas. Isto aqui é uma teoria, mas é da teoria que nascem as atitudes e os comportamentos. E é preciso vivê-los plenamente, na mais alta positividade.
Dessa forma, resolvi trabalhar uma espécie de auto-coaching, ou seja, passei a me treinar. Isso depois de um desafio que recebi, quando esta pessoa me falou: “você não consegue se segurar”. E eu percebi que consigo sim… e tratei de me desafiar para isto… a partir de já. Mas este desafio já dura dois dias… e vou caminhando no processo. Ganhando experiência e fazendo do limão uma limonada… para melhorar a minha vida e a vida das pessoas que eu amo. E assim vai a vida!


Enquanto olhava, daqui do Evoé Eco Café, a feirinha de artesanato na Praça Portugal, em Bauru, lembrei-me de uma música que já nao toca mais nas rádios. Era algo assim: “eu só quero é ser feliz… andar tranquilamente na favela onde eu nasci”. Ritmo forte… conteúdo politizado… esta música veio fervilhar na minha cabeça, mistura ao som dos carros lá fora… e ao cheiro do bom café daqui.
Fazer voltar o tempo é coisa de maluco… mas reiniciar tudo, dando um Ctrl + Alt + Del nas coisas amargas e tristes, é algo fácil de se fazer. O passado é algo que se passou há um segundo atrás… e o que nos resta é o presente, pois o futuro sempre está por vir. Portanto, carpe diem é a palavra de ordem para esta vida, a única que temos em mãos neste exato momento.

