Reginaldo Tech

Coaching Político

O que não tem sentido mesmo é truco!

Isso mesmo, caro leitor. Um monte de cartas na mesa… sem conexão… sem lógica! Algo assim, pensei eu. Sem conexão e sem lógica. Mas o que tem conexão e lógica? Apenas as ciências exatas, mas eu sempre fui muito ruim para as exatas. Prefiro comer pipoca embaixo do edredon… ou sentir o cheiro do cinema, com ritual e tudo (e com pipoca). Essa tal soturnidade… essa tal melancolia. Algo assim.

E eu ouvi, hoje mesmo, o seguinte desabafo: “tô numa tristeza que dá vontade de mudar tudo… começar do zero… mas é só um sentimento.” No mesmo instante lembrei-me da tal soturnidade. E o poeta português, Cesário Verde, a dizer: “há tal soturnidade, há tal melancolia, que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia. Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.” Mas eu não sofri.

Estava esperando exatamente pegar este fio da meada. A ponta do novelo. Rever a minha vontade de começar do zero, igual ao desabafo. Nem perceber as cartas sobre a mesa… porque elas não tem sentido mesmo… nem lógica, nem conexão. Isso tudo para não decepcionar-me com a realidade… porque ela é assim mesmo! Zerar tudo e refazer o (meu) mundo.

Amontoei as palavras, mas nem todas… porque eu tinha muito mais a dizer (e não disse). Ou quase disse! Agora estou buscando novas palavras para dizer aquilo que quero e sinto. Inventei a palavra “desqualidades”… porque eu queria uma palavra mais exata. Mas acabei percebendo que a exatidão não me leva a nada.

Olhei a foto e busquei os olhos, os cabelos e a alma… e, começando a madrugada, percebi mais uma coisa: são três… os cabelos, os olhos (que irresistivelmente não olham para mim) e a própria pessoa, que tem mãos que afagam o focinho de um bicho que se entrega ao carinho. Isso tudo é surreal, mas eu posso traduzir: “fazer acontecer”.

Talvez começar do zero seja pouco. Creio que olhar de novo para o que não foi visto, perceber aquilo que acabou de chegar em nossas vidas… e ter coragem de praticar a mudança (mesmo que isso nos contrarie) são bons caminhos. Por outro lado, acertar essa  dificuldade de perdoar é outro bom começo para se “começar do zero”. Eu creio nisso.

E creio também que o Google é o meu pastor… e quase nada me faltará. A não ser que não tenha pipoca em casa… ou que eu não tenha mais lágrimas para chorar as cenas do filme Cinema Paradiso. Só sei que a alma não é pequena e eu posso fazer tudo novamente, resgatando quem eu fui, quem eu sou e com quem eu quero passar um tempo da minha vida. Ou… todo o tempo… já que eu não sei nada sobre o tempo, mas posso ser sensato, paciente, tolerante e generoso.

Achei o fio da meada… ou… o foco para direcionar o meu olhar! Agora é olhar e puxar esse novelo todo para perto de mim.

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Somos o que queremos ser.

Não adianta achar que é de outro jeito. Somos o que queremos ser. E é assim mesmo: construímos a nossa vida através de nossa atitudes. Alguns se encantam, outros se desencantam… e vamos vivendo esta vida, a real, concreta e cíclica vida. Parece um emaranhado de palavras, mas é a pura verdade sobre o cotidiano. Com essas palavras quero dizer que nossas atitudes modificam ou edificam a nossa vida… e as vidas das pessoas que estão à nossa volta.

Tenho percebido isso nos treinamentos e nas palestras que tenho ministrado, nas conversas com amigos e nas percepções que tenho da realidade real. Quando falo em realidade real quero observar que estamos cercados de virtualidades… e não podemos nos enganar mais. Assim vou planejando o meu cotidiano, tentando não me enganar mais.

Outro dia me contaram um fato que exemplifica isso: um pessoa ligou para outra dizendo estar com vontade de comer couve-flor mergulhada no foundi de queijo, mas a verdura deveria estar salpicada com um pó maggi, que dá um gosto especial. Tudo certo! A pessoa comprou… levou para casa… e já ia começar a fazer, quando recebeu uma mensagem: “não vamos comer o foundi porque estou com muito sono”. Frustração total!

No dia seguinte, a pessoa que queria muito comer o tal foundi, mas não quis mais, sequer perguntou a respeito da receita exótica. Apenas tratou de dizer que estava cansada… e que não poderia (de novo) comer o foundi diferente. Outra frustração!

E aí, o que você me diz, caro webleitor? Somos as nossas atitudes ou não? Fim da história: a pessoa que tinha vontade de comer o foundi ficou brava porque a pessoa que havia comprado e ia preparar a receita tinha ficado brava. Entendeu? Ou seja, ninguem mais deve ficar brava com nada e cada um faz o que quiser. Será que seremos felizes? Comentem!

Informações sobre minhas palestras e treinamentos: 14-81531885 ou e-mail: escrevapara@reginaldotech.com.br.

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